Além do sector bancário, também o segurador está a mexer. O negócio da Axa em Portugal
está à venda. A Liberty está interessada na Açoreana, do Grupo Banif, mas o processo está dependente da venda do banco. Uma das potenciais interessadas é a Caravela Seguros, que protagonizou um dos grandes negócios mais recentes do sector, ao comprar a antiga Macif. Entretanto duas gigantes já tinham sido vendidas. A chinesa Fosun pagou à Caixa Seguros mil milhões de euros por 85% da Fidelidade e da Multicare. A Tranquilidade foi comprada pelo fundo norte-americano Apollo Global Management. Em 2014, a Ocidental Seguros tinha passado para as mãos da belga Ageas. Três grandes negócios que também contribuíram a separação de águas entre sector segurador e sector bancário. Todas estas movimentações têm aumentado a concorrência e condicionado as margens do sector, colocando pressão sobre os níveis de solvabilidade. Porém, as fusões e aquisições não se ficarão por aqui. Para Pedro Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), outro ponto que irá marcar o sector no futuro: a introdução do novo regime de solvência, que trará mais exigências às seguradoras ao nível dos capitais próprios, da ‘governance’ e dos sistemas de informação. E, na sua generalidade, todas as seguradoras estarão preparadas para este novo regime, que entrará em vigor em 2016. De acordo com dados divulgados anteontem, 30 de Junho, pela APS, de Janeiro a Maio de 2015 a produção de seguros atingiu os 5,9 mil milhões de euros, crescendo 2% comparativamente com o mesmo período de 2014. Destes, 4,2 mil milhões são provenientes do ramo Vida, que registou uma subida de 2,9% face a período homólogo do ano anterior. No primeiro trimestre a produção global de seguros já tinha crescido 5,9%.
in: Diário Económico | texto: Raquel Carvalho
